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Portfólio

Projetos

Arquitetura e método demonstrados em cenários técnicos — identificados como tal.

Sobre esta seção

Não publicamos case de cliente sem autorização escrita — nem versão "anonimizada" que, na prática, identifica o cliente pela descrição. Enquanto não houver autorização, esta seção apresenta cenários técnicos demonstrativos, sempre rotulados como Case Demonstrativo, cuja função é mostrar arquitetura e critério de decisão, não sugerir obra executada.

Cenários demonstrativos

Cada cenário parte de um requisito operacional real do setor e mostra o raciocínio até a arquitetura — inclusive o que foi recusado e o que essa recusa custou. Nenhum representa cliente, contrato ou obra executada.

Case Demonstrativo

Enlace redundante para unidade remota sem fibra

Requisito
Supervisão contínua de uma unidade a 40 km do centro de operação, sem fibra disponível no trecho e sem previsão de haver.
O que restringe a resposta
A operação não tolera janela de indisponibilidade maior que o tempo de comutação, e a região tem chuva concentrada — o que elimina qualquer redundância que dependa do mesmo meio físico.

Arquitetura

  1. 01Caminho primário em rádio ponto-a-ponto licenciado, dimensionado com margem para o percentil de chuva da região, não para a média.
  2. 02Contingência em satélite, com comutação automática disparada por perda de rota — não por perda de interface, que demora mais a ser percebida.
  3. 03Supervisão dos dois caminhos de forma independente: um enlace que caiu e não avisou é pior que um enlace que não existe.
O que foi recusado, e o que a recusa custou (3)
Dois rádios do mesmo tipo, em frequências diferentes
Sai mais barato e parece redundância, mas os dois degradam junto na mesma chuva. Redundância que compartilha o modo de falha é custo sem cobertura.
Rádio em faixa não licenciada
Elimina o custo e o prazo do licenciamento. Em contrapartida, não há a quem recorrer quando aparecer interferência — e num enlace de supervisão contínua, a interferência aparece.
Link 4G/5G como contingência
Seria o caminho mais rápido de implantar. Foi descartado neste cenário pela cobertura no ponto: contingência que depende de sinal que não se mediu no local é suposição, não projeto.

Case Demonstrativo

Segmentação entre rede corporativa e rede de automação

Requisito
Planta industrial cujo supervisório é alcançável a partir da rede administrativa, sem inventário de ativo de automação e com acesso remoto de fornecedor já em uso.
O que restringe a resposta
Não se pode parar a produção para descobrir o que está na rede, e regra de firewall aplicada sobre inventário incompleto derruba processo — normalmente o mais crítico, que é o que ninguém documentou.

Arquitetura

  1. 01Descoberta PASSIVA de ativo e protocolo primeiro, por espelhamento de tráfego. Nada é injetado na rede de automação durante o levantamento.
  2. 02Desenho de zona e conduto a partir do que foi observado, não do que o diagrama antigo afirma.
  3. 03Firewall industrial na fronteira, em modo de observação antes de bloquear — o registro do que seria negado vira a lista do que ainda falta no inventário.
  4. 04Acesso de fornecedor por broker, com sessão registrada e janela aprovada, substituindo o acesso permanente que já existia.
O que foi recusado, e o que a recusa custou (2)
Varredura ativa para levantar o inventário
É mais rápido e muito mais completo. Também é a forma clássica de derrubar controlador antigo que não espera receber pacote fora do protocolo. O ganho de tempo não paga o risco de parada.
Bloquear primeiro e liberar conforme a reclamação
Chega ao mesmo desenho final em menos etapas. Mas transfere a descoberta do inventário para a produção, e a primeira parada apaga a confiança no projeto inteiro.

Case Demonstrativo

CFTV dimensionado por objetivo de imagem

Requisito
Identificar placa no acesso de veículo e reconhecer pessoa na doca, com imagem que sirva como evidência e não apenas como registro.
O que restringe a resposta
O projeto anterior especificava câmeras por quantidade e por área coberta, sem declarar o que cada ponto precisava resolver — critério que produz cobertura ampla e evidência inútil.

Arquitetura

  1. 01Cada ponto recebe um objetivo declarado: detectar, reconhecer ou identificar. É dele que saem sensor, lente, iluminação e taxa de quadros — nessa ordem.
  2. 02Iluminação tratada como parte do projeto de imagem, não como item de instalação: câmera boa em cena escura entrega ruído com resolução alta.
  3. 03Retenção calculada a partir do objetivo, e não do disco disponível.
O que foi recusado, e o que a recusa custou (2)
Manter a quantidade original de câmeras
O desenho final usa MENOS câmeras. Cortar ponto é sempre a conversa mais difícil do projeto, porque parece redução de escopo — e é o contrário: os pontos que saíram não resolviam nenhum objetivo declarado.
Resolução alta em todos os pontos
Simplifica a especificação e a compra. Custa banda, disco e licença em pontos onde detectar movimento já bastava — e não melhora em nada a leitura de placa, que depende de lente e iluminação, não de megapixel.

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